Parnasianismo - A estética da “arte pela arte”
Atendo-nos à complementaridade referente ao título, ora caracterizada pela expressão “arte pela arte”, temos a impressão de que a estética literária a que fazemos menção parece se divergir daquelas com as quais já estabelecemos uma certa familiaridade no que tange aos traços característicos. Nosso conhecimento acerca das particularidades inerentes à arte literária nos revela que o “meio” externo também se tornou um fator que muito incidiu sobre o poder criador de todos os representantes de nossas letras.
Fato é que tal exteriorização está intrinsecamente relacionada ao meio social como um todo, e esse, por sua vez, muito influenciou as correntes ideológicas de todos os tempos. Mas agora voltando à divergência anteriormente mencionada, temos que as figuras artísticas da era parnasiana não se deixaram abater por causas externas. Uma vez pautadas sob uma ótica puramente neutra de capturar a realidade, cultuavam a poesia voltada para si mesma.
Em meio a esse ínterim, instaurava-se todo um jogo de antissentimentalismo e, consequentemente, antirromantismo, pois pregavam o ideal de que tais peculiaridades acabam por comprometer a capacidade imaginativa, o profissionalismo poético do artista.
Com base nesses pressupostos, já temos a ideia de que a poesia parnasiana esteve arraigada por um rigor técnico. Foi justamente esse o traço marcante das representações artísticas parnasianas, pois o poeta se revela como um ser frio e indiferente às emoções. Assim sendo, a objetividade, o tecnicismo e a imparcialidade ocupam lugar de destaque.
Digamos que em virtude de todos esses pormenores, o Parnasianismo, esteticamente dizendo, foi uma retomada aos moldes ligados à Antiguidade Clássica. A começar pela nomenclatura (Parnasianismo), a qual se deve à publicação de coletânea Le parnasse contemporain, obra que preconizava a volta ao mundo grego no tocante à rima, métrica, impassibilidade nas descrições, como também no ideal de impessoalidade. Tendo como principais precursores: Théophile Gautier, Stéphane Mallarmé e Paul Verlaine.
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